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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Meu amor.

Eu me lembro todos os dias do seu rosto bonito, me lembro a cada hora do seu sorriso.
Das suas mãos no meu pescoço naquela foto que já não existe.
Eu sinto uma loucura me corrompendo, eu sinto meus pés flutuando, acho que eu estou sonhando.

Eu estou e estive com medo, eu pensei por muito tempo.
Eu quis dizer que te amava, esperando que você me rejeitasse, pra eu apenas poder dizer o quanto eu tentei e ser hipócrita e bege.

(Sim bege são as pessoas normais, aquelas que tem uma vida cinza, sem vida, sem amor, sem nada, que se auto enganam e pensam ser felizes)

Eu só queria que você não me amasse, que você odiasse meus cabelos, e minha boca.

Que você me odiasse, pra eu poder sofrer um pouco e pensar que era mesmo um amor impossivel.
Mas não foi assim..

Você me amou e sabe diabos porque.

Eu só queria que você não se machucasse, e não sofresse por mim, nunca,
mas talvez isso aconteça, e eu quero que saiba que eu não quero, não mesmo, nunca quis te magoar.

Eu quero seu amor, desesperadamente.
Assim como eu preciso da vida,
eu quero uma vida nossa, mas talvez eu não seja o melhor pra você agora.

Você sabe do meu amor, no meio das minhas lágrimas foi tudo que eu encontrei pra te dizer.



Te amo além da vida.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Teu pacote


Você ainda existe em mim.
Seu cheiro ainda está no meu pacote, no que eu ainda não desfiz, pra você não sumir de mim.
Sua beleza angelical me faz um monstro escuro por dentro, um montro de tristeza.
Minha tristeza fria, que sorri a espera de uma volta, que não chega nunca.
Tudo que tenho é o eterno esperar da riqueza, aquela que por si, nunca me trará o que você me traz.
Toda essa juventude.
Todo esse amor, tão bonito e frio.
Suave e triste.
Somos um dentro do potinho do acaso.
Esse que nos re-uniu de forma tão bela.

Meu pensamento sobre nós.


Existem entre nós aquelas três palavras que não foram ditas.
Talvez isso não faça diferença, ou mesmo que faça, qual o problema em não dizer?
Eu não disse por medo, você também não disse.
Eu quis escrever sobre nós, mas tudo que saiu foi  coisas bregas de relacionamentos que não dão certo, de amores impossiveis, de sofrimento e dor. Hoje eu quis escrever sobre o que houve entre nós.
Nossas palavras escritas, nossos sorrissos frios.
Eu que sempre me esquivei do amor, cai no seu charme e me deixei apaixonei, eu sabia que realmente eu iria me apaixonar e quis deixar que acontecesse.
Hoje eu olho pela janela e penso sobre nós, fumando um cigarro e pensando como você me criticaria se me visse fazendo isso.
Lembro que seus labios sorriam para mim quando nos vimos, tão poucas vezes, mas sorriam, tão belos e prontos, porém nunca me aproximei deles.
Agora tem ela, seus lábios são dela, e realmente, eu não sinto tanta dor por isso.
Eu quero que sejas feliz, sempre feliz.
Eu planejei tudo com você, banhos de mar, passeios de bicicleta, cinema, compras, casa, carro, vida.
Pensei em ter filhos com você.

Pensei em ser a mulher da sua vida, fazer um bolo e um suco esperando você chegar do trabalho.
Pensei em cuidar das suas roupas e passa-las para que ficassem perfeitas, pois sim eu gosto de tudo bem passado.
Pensei em deixar nossa casa sobria como você. Abandonar meus coloridos extravagantes e parar de usar roupas de bolinhas, pensei em não roer mais as unhas para que você não percebesse meus problemas.
Hoje tudo que penso é nela.
Penso o que ela está pensando em fazer com você. Talvez ela seja o tipo de mulher que vai reclamar de tudo, talvez não reclame.
Eu sei que nós estamos iguais a antes, com a diferença que não vejo mais seus recados na minha page.
Eu sempre penso que terá recados pra mim, mas dai penso que não seria legal ter recados lá,
existe uma música que diz, que o amor só é belo se for triste.
Eu sinto essa tristeza, mas eu sei que vou te encontrar na saída do escritório, te dar um oi, como se apenas eu estivesse indo a um lugar qualquer e nem soubesse que te encontraria ali.
Mas o que nem eu mesmo sei é que foi tudo planejado, e eu passei horas pensando em como eu teria coragem de fazer isto.
Comer um pastel na feira todas as sextas, escondida em algum lugar pra ver se você aparece,
Ter a certeza de que você não vai aparecer e eu ficar a pensar sobre tudo que aconteceria se eu apenas tivesse dito tudo que penso sobre nós, e apenas beijado você.
Talvez estivessemos pior do que agora e eu nem teria vontade de pensar.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Por que isso? Pra quê isso?
Até onde vamos chegar assim...
Essa enganação sobre humana.
Sobre nossa alma humana, nossa enganação racional.
Essa loucura permanente, essa dor irracional, tão dentro da razão.
Esse sentimento de impotência, tão falsa força sorridente.
Esse abaixar de olhos, esse batom borrado, tão vermelho quanto os olhos que se escondem em lugares claros.
No meio dessa escuridão, meus lençóis brancos me mostram quem eu sou.
Esse é o medo, não quero enxergar.
Não quero ver.
Prefiro viver na minha fantasia lilás.
Creio que minhas asas, estão batendo rápido agora,
como a frequência do meu coração.
Talvez seja necessário parar com isso, quebrarei uma então, assim poderei me manter, não indeciso, apenas imparcial.
Talvez correr seja melhor que voar, talvez eu não deva nem mesmo correr, meus pés jamais alcançaram onde almejo chegar.
Eu quero apenas ir...
Esperando que um rosto qualquer apareça no caminho, desejando também, apenas ir...

sábado, 4 de agosto de 2012

Um desejo para vida


Existe alguém, alguém além de mim, alguém avulso a mim.
Uma mente confusa, um pensamento solto,
Papéis sobre a mesa.
Um canhão apontado para as estrelas.
Um alguém solto no ar
Um sonho perdido no mar, um desejo extravagante na mente.
Uma excentricidade  espetacular.
Desejos confundidos em pessoas inexistentes .
Um coração sem dor, sem amor, sem nada.
Uma mente vazia, uma espécie de loucura sã.
Um brilho infantil, uma força sobre humana
Uma única vontade, Morrer para viver.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Elela


Ele percorre minha cabeça com seus ritmos inconstantes, me faz voar, darçar sobre as nuvens.
Ele só vi passar, milhares de vezes sim, sem notar que no fundo daqueles olhos encontraria a magia perfeita. Neguei por conveniência, a necessidade de olhar para ele, de cheirar-lhe a pele e beijar-lhe os lábios tão irregulares quanto sua mente.
Ele por sua vez, mantinha-se calmo, sereno, porém em constante calor, assim penso eu. Tido por mim não como Apolo, mas como Zeus. Acredito que meus tão inconstantes sentimentos, perderam os rumos, que já não lhe eram muitos. Em seu olhar amedrontado podia ver o desejo que lhe corava a pele.
Ela tão simples e feliz, me dizia que ele sim me faria feliz, mas como acreditar? como acreditar em alguém que só vejo passar?
Correr                                                                                                                                  Falar
            Correr                                                                                                    Falar
                         Correr                                                              Falar
MInha cabeça virou-se enquanto ela dizia: "Vai, diga, veja-o, encontre-o, cuide-se". Mas o porque de tudo aquilo? Seria o amor batendo calmamente? Devagar cercando-me e fazendo-me ceder novamente ao desconhecido?
Ela me ensinou, eu fui, ouvi, senti, não o cheirei, nem tão perto cheguei para beijar-lhe os lábios que também tremiam de sede pelos meus.
Ele se foi, não voltou mas seus olhos petulantes ainda permeiam meus pensamentos, seus sorrisos perdidos no mar me fazem acreditar que em uma bela noite voltará.
Tomei um banho com os planctons.
Aquele que sempre planejei que fosse com ele, mas não foi.

Frances Farmer - God Dies


A Ninguém nunca chegou para mim e disse "Você é uma tola. Não existe tal coisa de Deus. Alguém tem te logrado.".
O Não foi assassinato. Eu penso que Deus apenas morreu de idade. E, quando eu percebi que ele não estava mais lá, não me chocou. Me pareceu natural e certo.
A Talvez seja porque eu nunca fui propriamente impressionada pela religião. Eu ia para a escola dominical e gostava das histórias sobre Cristo e a estrela dele. Eram bonitas. Elas te confortavam e te faziam feliz de pensar sobre. Mas eu não acreditava nelas.
O O professor da escola de domingo falava muito parecido com o professor da escola que nos contava sobre histórias de George Washington. Prazerosas, bonitinhas, A mas não verdade.
A Religião era muito vaga. Deus era diferente. Ele era algo real, algo que eu podia sentir. Mas apenas em algumas ocasiões. Eu costumava me deitar entre mornos, limpos lençóis a noite depois do banho, depois de lavar meu cabelo, esfregar meus dedos e passar fio dental. Daí eu podia deitar quieta e parada na escuridão com meu rosto para a janela, com as arvores dentro, e falar com Deus. "Eu estou limpa, agora. Nunca estive tão limpa. Nunca estarei."
O E, de alguma maneira, era Deus. Eu não tinha certeza que era... Apenas algo confortável e escuro e limpo. Não era religião também. Tinha algo muito físico naquilo.
A Eu não podia ter a mesma sensação durante o dia, com minhas mãos em água suja de louça e com o sol alto mostrando a sujeira dos telhados.
O Depois de um tempo, mesmo a noite, aquela sensação de Deus não durou. Eu comecei a pensar sobre o pastor quando dizia "Deus, o pai, vê até a queda da menor pássaro. Ele olha por todos os seus filhos". Isso me intrigou. Mas eu tinha certeza de uma coisa.
A Se Deus era um pai, com filhos, aquela limpeza que eu sentia não era Deus. Então a noite, quando ia para cama, eu pensava, "Estou limpa. Estou com sono." Então eu adormecia. Não me impediu de aproveitar a limpeza em nada. Eu apenas sabia que deus não estava lá.
O Ela era um homem em um trono no céu, portanto, fácil de esquecer.
A As vezes eu encontrava uma utilidade para ele; especialmente quando eu perdia alguma coisa importante. Depois de revirar a casa, com pânico e afobada pela procura, eu podia parar no meio da sala e fechar os olhos. "Por favor deus, deixe que eu encontre meu chapéu vermelho de bordas azuis. Geralmente funcionava. deus se tornou o super-pai que não podia me bater. Mas se eu quisesse muito algo, ele arranjava. Isso me satisfez até que eu comecei a perceber que se deus amava todas as suas crianças igualmente, por que ele se importava com meu chapéu e deixava outros perderem seus pais e mães O tantas vezes?
O Eu comecei a perceber que ele não tinha muito a ver com chapéus nem com pessoas morrendo nem nada. Essas coisas aconteciam querendo ele ou não, ele ficava no céu fingindo não notar.
A Eu me perguntei um pouco por que Deus era tão inútil. Parecia uma perda de tempo ter ele. Ele se tornou menos e menos, O até ele ser... "nothingness". A Eu me senti bastante orgulhosa em perceber que eu tinha encontrado a verdade por mim mesma, sem ajuda dos outros.
O Era um mistério para mim a razão dos outros não terem descoberto também. Deus foi.
A Nós éramos mais jovens. Nós havíamos podado ele.
O Por que eles não podiam ver?
Para mim, ainda é um mistério.

sábado, 30 de junho de 2012

Meu manicômio colorido.


Minhas flores, me contam sobre você.
Elas me dizem do imenso amor que sentes por mim, de tudo que pensas um dia me dizer,
me contam sobre seu cotidiano, me contam sobre o seu futuro.
Elas me dizem que você pode parecer ingênuo, mas não és uma criança, que és um homem forte, o qual me protegerá de todo mal.
Os ventos que batem a minha porta, me falam que sou boba, que sou louca, e sabe penso que sou. Eles me dizem pra esquecer, pra encontrar alguém igual a mim. Mas eu penso que somos iguais, você é meu lado avesso.
O mar que nos conquistou, me falou que serás meu.
E o meu coração me diz, que textos vão poder suprir a falta que você me faz.
Mas eu sei que não, apesar de pensar que você nunca mais vai aparecer, eu sei que ainda vamos nos ver.
Vamos correr para os braços um do outro, matar toda essa saudade que tem matado minha sanidade.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Lama Rosada


Uma noite fria, tão congelante quanto meus sentimentos.
Não esperei nada, não obtive nada.
Andei milhas atrás de algo que ainda não sei o que é.
Percorri a beira mar, sendo banhada pela luz dourada do sol.
Sempre soube que isso me aconteceria.
Mas do que é mesmo que eu estou falando? Não me recordo destes dias, mais ainda sim os escrevo ferozmente.
Meu dedos se negam a parar, minhas idéias se acumulam, de dentro de mim sinto um furacão explodindo.
Niguém poderá me ajudar, nem eu mesma.
Minha loucura é sã.
Meu amor é dor.
Minha lógica é incorreta.
Meu senhor não é o amor.
Sim, o que seria o amor? Porque precisamos dele?
Não seríamos muito mais felizes, se pudessemos tomar um chá, ouvir uma bela música e assoviar pelas ruas da cidade, sem precisar do que eles chamam de amor?
Sim pois eles me dizem que sem esse amor, não se é possível viver.
Mas eu sim, eu consigo, eu vivo.
Eu tomo meu chá, assovio minhas músicas, e minto pra mim mesma.
Finjo que acredito, e fica tudo certo.
Mas no fim, minhas mentiras são apenas o espelho da verdade.



Vou banhar-me, não gosto de me sujar de amor.

Décadas Passadas


Hoje sei que nosso amor percorrerá muitas décadas.
Eu era apenas uma criança, as flores da primavera me faziam sorrir, eu lutava a espera de um destino bom, desejava desde muito criança a felicidade que ainda não encontrara.
Eu a vi de perto, mas nunca a possuí, você me fez chegar tão perto, todo o meu amor foi derramado diante de ti. Os sentimentos mais puros e ingênuos.
Mas que bobagem, quem se importa com sentimentos nos dias de hoje?!
Menina boba, achas que irás casar-se com alguém, que cuidará de sua casa e filhos, no fim de semana farás doações a igreja, se sentirá limpa e feliz.
Mas não foi o que nos aconteceu não é?
Tudo que eu derramei diante de ti, foi pisoteado, cuspido, vomitado.
Tú me rejeitas-te e  tudo que eu eu fiz, foi só amar-te cada dia mais.
Mais e mais, existia em mim uma selva interna, uma selva em chamas, clamando por ti.
Chamei teu nome inumeras vezes, perdi os sentidos, os rumos,  mas hoje me vejo aqui, tão forte, escrevendo-te e sabendo que nem atenção darás as minhas tolas palavras de arrependimento.
Sim, hoje em mim moram a angústia e o arrependimento.
Arrependimento por teres deixado tu ires embora, sem ao menos beijar-lhe os lábios, por ter fingido que não me importava, e que nem sequer te amava.
Mas a verdade, é que meu amor nunca acabou, nunca foi se embora, minha selva nunca se apagou, meu peito ainda arde, ao ouvir as letras do seu nome, meus amores nunca me satisfizeram, e sei que nunca me  satisfaram.
Meu menino de nome engraçado, ainda que longe estou perto de ti.

domingo, 24 de junho de 2012

Elela


Ele percorre minha cabeça com seus ritmos inconstantes, me faz voar, darçar sobre as nuvens.
Ele só vi passar, milhares de vezes sim, sem notar que no fundo daqueles olhos encontraria a magia perfeita. Neguei por conveniência, a necessidade de olhar para ele, de cheirar-lhe a pele e beijar-lhe os lábios tão irregulares quanto sua mente.
Ele por sua vez, mantinha-se calmo, sereno, porém em constante calor, assim penso eu. Tido por mim não como Apolo, mas como Zeus. Acredito que meus tão inconstantes sentimentos, perderam os rumos, que já não lhe eram muitos. Em seu olhar amedrontado podia ver o desejo que lhe corava a pele.
Ela tão simples e feliz, me dizia que ele sim me faria feliz, mas como acreditar? como acreditar em alguém que só vejo passar?
Correr                                                                                                                                  Falar
            Correr                                                                                                    Falar
                         Correr                                                              Falar
MInha cabeça virou-se enquanto ela dizia: "Vai, diga, veja-o, encontre-o, cuide-se". Mas o porque de tudo aquilo? Seria o amor batendo calmamente? Devagar cercando-me e fazendo-me ceder novamente ao desconhecido?
Ela me ensinou, eu fui, ouvi, senti, não o cheirei, nem tão perto cheguei para beijar-lhe os lábios que também tremiam de sede pelos meus.
Ele se foi, não voltou mas seus olhos petulantes ainda permeiam meus pensamentos, seus sorrisos perdidos no mar me fazem acreditar que em uma bela noite voltará.
Tomei um banho com os planctons.
Aquele que sempre planejei que fosse com ele, mas não foi.

The dragon.


E se eu fosse o herói, eu ordenaria que me fizesses feliz, afinal a ele cabe sim um pedido, ele que deu sua vida pela guerra fria e sangrenta..
Ele que faz com que todas as donzelas fiquem desesperadas de desejo, ansiando bravamente pela seu retorno.
Mas a ele cabe o sabor da luta, o desbravar da espada, a entrada triunfante na cidade real, com a cabeça de seu inimigo na ponta da lança.
Espada honrada, suja de sangue. O prazer desse heroi, é somente a guerra. Seu amor se foi, e nem milhares de donzelas, belas e dispostas, lhe poderiam suprir a saudade que esta lhe deixou.
Hoje nada além de sangue lhe satisfaz, está duro como pedra, frio como gelo de winterfeel.
Ele não pede perdão, não pede clamor, não pede misericórdia, ele só pede amor.

Mas o amor que ele pede se foi, como os dragões do passado.

Espada do amor.


Um dragão não queima com fogo.
Mulheres duras e frágeis, até onde pode-se chegar pelo amor, pelo amado?
Guerra se declara todos os dias em meu coração, minha raiva se torna como tocha ao sentir que ele está em perigo. Nem milhares de homens com espadas prontas ao combate poderiam me parar.
Sinto-me girando, é necessário, farei.
Meus pés voam, minhas mãos tremem, sinto medo, afinal só não sentiria se fosse tola.
Ao redor do fogo, seus gritos me levam ao meio, meu dragão não me deixa gritar.
Fiz o necessário. Por ele faço tudo que precisar.
Ao amanhanhecer, cumprirei meu juramento, e quem o tocar, não viverá para ver a justiça se cumprir, nem tão pouco morrerá sem implorar misericórdia.

Meu senhor é meu eu.
Minha casa é seu peito, meu alimento seu amor.
Se não isso, guerra!

Meu corpo treme sozinho, meus pés caminham para o fogo, minhas mãos carregam a espada da verdade, da justiça e do amor.
Amor pelo que é meu.
Se fores meu terás amor, se não fores terás a espada.

sábado, 9 de junho de 2012

Assim.

Isso está me corroendo
Está me corrompendo
Me fazendo sofrer
Me fazendo sonhar
Sou uma xícara quebrada
Uma asa sem pena
Uma vida sem calor.

Acordar no futuro.

Hoje tem um novo acordar pra mim, me sinto exatamente como ontem, porém hoje meu coração se sente menos aquecido, sinto um leve distanciamento daquele que me diz sempre que tentará chegar a perfeição, porém, é sempre tão distante essas palavras, frias como a tela de um computador sem sentimentos, duras como os dedos gelados que teclam a espera do "bip" de uma rede social.
É isso, sentir-se tão perto e tão distante que me torna frágil e inconstante, fria e quente, certa e indecisa.
Uma flor em um jardim escuro, onde ninguém visita, assim é o amor oculto, que ninguém experimenta, trás um doce sabor ao primeiro pensamento, mas um gosto amargo à lembrança de que isso nem aconteceu.
Ele me diz, às sombras, que sonha com meu rosto e que ele lhe traz a paz, mas não me deixa aproximar, tocar, ou simplesmente olhar sua face, se esconde como bicho feroz, renega qualquer sentimento, traz a tona toda sua  parte negra e fria, me congela com as palavras, me faz ferver por dentro, como um vulcão que está congelado e cospe lavas frias, sem cor, sem sentimento, assim sou eu escrevendo para alguém que nunca irá chegar.

F>L Para quem torna meus dias lindos e sombrios ao mesmo tempo.

quinta-feira, 29 de março de 2012

quarta-feira, 28 de março de 2012

Triste com a morte de millôr, feliz por ter lido um dos caras mais geniais deste país! Salve mestre!


quinta-feira, 15 de março de 2012

Ame Mais, Seja Mais.


Navegar na internet me faz muitas vezes refletir sobre meus conceitos pessoais.. Vejo sempre imagens que se referem a educação, dinheiro, brincadeiras infantis, gays enfim, existe uma infinidade de posts todos os minutos. Hoje vi uma imagem que é a que está ao lado, quando a li senti uma imensa vontade de chorar pois me recordo até hoje de quando meu irmão, ou melhor, muito mais que isso, alguém que faz parte de mim, que é parte de mim, me disse: "Eu sou gay" senti algo que nunca havia sentido antes, demorei a processar a informação afinal era algo tão distante da minha vida... Mas meu amor por ele era tão grande, tão puro que não pude sentir nada além de mais amor. Vi naquele instante que em seus olhos nada havia mudado, que nunca ia mudar, que ele seria pra sempre o mesmo, e que o fato de ser gay não havia alterado seu caráter, seu senso de humor. Não havia mudado nada naquela pessoa que só me fazia sorrir, que quando estava triste fazia tudo pra me deixar feliz. Hoje quando vejo algum gay na rua ou em qualquer lugar lembro dos olhos dele e penso: São iguais! Somos iguais! Não consigo ver diferença entre eu e eles, pois não há. Minha maior indignação é ver como as pessoas não reconhecem isso, como podem elas fazerem outros seres humanos que só querem amar, sofrer cada dia mais, me dói imensamente quando vejo que alguma dessas pessoas foi machucada, morta, violentada, humilhada, afinal eu penso: Poderia ser comigo! E sim, poderia, afinal somos iguais.
Amor é o que move meus sentimentos, ver que diferenças existem, saber que podemos ir além através do amor é o que ainda me dá forças para continuar a dizer a todos que o amor é a única solução para o mundo. Comunismo, socialismo, anarquismo, capitalismo são sistemas falidos. O único sistema que fará o mundo ser justo com todos é o amor, afinal se tivemos amor vamos nos preocupar que enquanto estamos gastando horrores em um shopping alguém em algum lugar do mundo está passando fome, alguém está precisando de um médico, tenho tido experiências com pessoas humildes, aquelas que dependem de uma unidade de saúde, que levantam todos os dias cedo pra trabalhar e colocam um sorriso no rosto e esperam que um dia tudo melhore, e é graças a elas que eu consigo escrever e lutar pra viver em um mundo melhor, um mundo onde as pessoas não queiram ser mais que as outras e sim que elas lutem pra amar mais as outras!
Ame Mais! Seja Mais! Sinta Mais! Viva Mais!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Tão louco quanto sempre fui. Charles Bukowski



bêbado e escrevendo poemas
às 3 da manhã.


o que importa agora
é mais uma
boceta
apertada


antes que a luz
se apague


bêbado e escrevendo poemas
às 3h15 da manhã.


algumas pessoas me dizem que sou
famoso.


o que estou fazendo sozinho
bêbado e escrevendo poemas às
3h18 da manhã?


sou tão louco quanto sempre fui
eles não entendem
que não parei de me pendurar pelos calcanhares
da janela do 4° andar -
eu ainda o faço
agora mesmo
aqui sentado


ao escrever estas linhas
estou pendurado pelos calcanhares
vários andares acima:


68, 72, 101,
a sensação é a
mesma:
implacável
banal e
necessária


aqui sentado
bêbado e escrevendo poemas
às 3h24 da manhã.
Fragmentos disso que chamamos de "minha vida".

Há alguns anos. Deus — ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus —, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro.

Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal — não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de "minha vida". Outros fragmentos, daquela "outra vida". De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão e cinzeiros cheios que os garçons rapidamente esvaziavam para que nos sentíssemos limpos. E nos sentíamos.

Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas.

Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obsessivo do conto de Clarice Lispector "Tentação" na cabeça estonteada de encanto: "Mas ambos estavam comprometidos.

Era isso — aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando para trás das janelas, vendo o que ninguém veria.

Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania.

* Caio Fernando Abreu

Leão do Norte! Lenine.



Noel Rosa

Caio Fernando Abreu

"Apenas já não somos mais crianças e desaprendemos a cantar. As cartas continuam queimando. Eu tentei pensar em Deus. Mas Deus morreu faz muito tempo. Talvez se tenha ido junto com o sol, com o calor. Pensei que talvez o sol, o calor e Deus pudessem voltar de repente, no momento exato em que a última chama se desfizer e alguém esboçar o primeiro gesto. Mas eles não voltaraão. Seria bonito, e as coisas bonitas já não acontecem mais."

Jorge Ben - Fio Maravilha

O Observador

Ele era pouco estranho, usava óculos quadrado, fora de moda (miopia) e tinha um jeito meio estranho de se vestir... Com sapatos bico quadrado calça social escura e camisa branca, pra qualquer um seria uma roupa básica, mas pra ele não era nem um pouco bonito ou apresentável já que seu corpo era muito magro e muito alto. Nunca fora um cara popular, na faculdade tinha um amigo e apenas tinha transado com prostitutas, pois não era atraente e não via necessidade de fazer de inteligente ou de fortão como os outros gorilas da sociedade, não precisava ser o macho dominante. Depois que concluiu a faculdade foi fácil arrumar emprego, suas notas eram excelentes e antes de terminar o último ano já tinha sido indicado para uma grande empresa de contabilidade onde começou como estagiário até pegar o diploma. Tinha uma memória muito boa, alguns diziam que ele tinha memória fotográfica (memória eidética) o que o ajudava na hora dos cálculos sendo assim nunca errando nem na faculdade nem depois de se formar no trabalho. Depois de formado ele começou a ganhar muito dinheiro fazendo contabilidade de empresas grande. Foi assim por sete anos até montar seu próprio escritório de contabilidade. E contratar alguns funcionários pra trabalhar pra ele... Logo estava nadando em dinheiro... Era o melhor escritório de contabilidade, ele se lembrava de cada numero todos os CNPJ de cada empresa... Quando ele completou 33 anos sem saber se faria uma festa, não teria amigos pra convidar e não convidaria os funcionários, pois não queria misturar a relação profissional com a relação pessoal, decidiu sozinho ir pra uma boate ver algumas stripers e beber um bom whisky. Já passava da meia três da manha quando ele abre a porta dos fundos do bar e se dirigiu para o seu carro que estava no estacionamento dos fundos, não avia ninguém no estacionamento, era como um grande deserto virgem, intocado, não fosse por três carros vazios q estavam estacionado ali como prova que alguém já tinha explorando aquele lugar ele pensaria ser o primeiro ser humano a pisar naquele lugar. Ele chega à porta do seu carro e Poe a mão no bolso pra pegar a chave do carro quando lembrasse de ter deixado em cima do balcão no momento em que tirou a carteira para efetuar o pagamento. A cambalear virou-se para voltar quando...
- Olha filho.
Um homem de calça Jean, camiseta branca e descalço surgem bem próximo ao seu rosto com um olhar fixo e seus olhos. Sua barba era por fazer e apesar de não ser tão alto a primeira vista parecia um mendigo, com um pulo pra traz proveniente do reflexo do susto ele tromba em seu carro e cai de joelhos nas pedras sentindo muita dor nas costas, joelho e mãos que apoiou nas pedrinhas soltas no chão. Sem se levantar olha para o homem esfrega os olhos como se não acreditasse no que via e olhou com mais clareza, não era um mendigo, aparentava ser um senhor entre 40 ou 45 anos aparentemente atraente.
- Você não é o primeiro a se ajoelhar pra mim hoje – Disse o velho com certa seriedade que para o homem de joelhos soou mais como uma provocação.
- O que esta fazendo velh... Homem. – disse ao olhar para o senhor a sua frente ainda sem conseguir ver seu rosto direito. Apesar de toda a iluminação era como se uma sombra sempre tapasse os olhos ou a boca ou o nariz de forma que mesmo apertando o olho ele não poderia reconhecer de... Ou em outro momento. Começou a Levantar.
- Você ia dizer velho? Pode dizer. Se soubesse a idade que tenho nem de velho me chamaria, talvez tivesse educação e me chamasse de senhor já que é como deveria me chamar.
- Muito bem senhor, - Falou com desdém - De onde veio tão rápido que não vi chegar?
- Vim do céu - Diz o homem Novamente serio que novamente soa como uma soa como uma provocação aos ouvidos de um bêbado.
- Então o “senhor” veio do “céu”! –balança os dedos ressaltando as aspas nas palavras senhor e céu- que original velho, me conta outra.
- E vim para levá-lo comigo.
- aaaaaaaaaaah então é um seqüestro? Bom nisso você realmente foi original, eu serei o primeiro homem a ser seqüestrado por deus? Ah não, não mesmo provavelmente isso acontece todo dia. O que deus faz depois de seqüestrar? Pede resgate ao diabo?
- Você também não é o primeiro a zombar de mim hoje – diz o velho – Vocês humanos na são nada originais. Apesar de únicos são todos iguais. Pois lhe dou um ultimo aviso, vim aqui para levá-lo comigo, não vou sem você, caso não aceite quebrarei pela primeira vez a regra do livre arbítrio e você vai se arrepender de todas as palavras que disse até agora em minha presença – a sombra parecia diminuir de seu rosto e sua expressão era aterradora, mas o bêbado tentou balbuciar,
- Então vem velh...
Ele viu o velho colado em seu corpo com as mãos encostadas em seu peito, logo percebeu q não estava mais em um estacionamento, estavam no ar em suas costas estava um campo gramado, onde ele foi arremessado como em um empurrão com muita força, se chocou como um meteoro chocasse com o solo, seu corpo se espedaça logo se viu inteiro caindo dentro de um vulcão em erupção morrendo queimado, novamente inteiro se viu no fundo do mar morrendo afogado, depois no meio de uma tempestade de areia onde seu corpo era cortado por cada grão de areia até seu corpo se desintegrar por completo, novamente seu corpo intero um tufão de vento que invadiu sua boca fazendo seu corpo explodir como um balão, depois estando enterrado apenas com o rosto pra fora da terra onde um batalhão marcha sobre seu rosto, então se viu no meio de um enxame de abelhas sendo picado eternamente, mas sua consciência estava intacta sentindo todas as dores das circunstancias.
Caiu de joelhos, estava novamente de frente para o senhor de camiseta branca, seu corpo doía a ponto dele precisar deitar no chão.
- o que fez comigo? – Disse.
- você passou pelos sete mil infernos, mas eu permiti que você lembrasse apenas sete, pois você perderia a sanidade caso lembra-se dos outros.
No chão o homem percebe a aproximação do senhor, sente que ele é tocado na nuca à dor desaparece instantaneamente, ele é apoiado em uma parede, não sabe aonde esta, o senhor o segura pelo pescoço apenas com uma mão, você vai me ouvir? - O senhor disse com o rosto bem próximo do resto do homem que olhou em seus olhos e viu fogo, escuridão, o universo e amor.
- Sim eu ouvirei. - Seu corpo tremia era assustador o que sentia, medo, vontade de chorar, frio, calor, vida.
- Eu estou cansado, muito cansado, faz alguns anos que não durmo, vou descansar, mas não posso deixar de o homem sozinho, o homem precisa ser observado, você, será meus olhos, você vai me passara todas as informações, quando eu acordar você me Dara um relatório de tudo que viu.
- E caso eu não queira? – disse o homem.
- eu estou cansado da humanidade, to cansado de sua estupidez, se você não aceitar eu irei acabar com todos vocês, vocês deixarão de existir com um estalar do meu dedo. Lembre-se que vocês humanos, é a única raça do universo que me dão trabalho, a única raça que me abandonou, talvez já seja hora de acabar com a humanidade ai poderei descansar em paz.
- Eu aceito – disse o homem – eu aceito.
- E sabia que você aceitaria você tem apenas uma regra, você não pode interferir, o curso da humanidade deve seguir normalmente, você terá meus poderes, pra poder acompanhar executar seus serviços, mas eu lhe aviso, não interfira, apenas observe.
- Esta bem, esta bem.
- Eu vou descansar agora, bom dia observador.
O homem desapareceu de sua frente ele estava sentado, como num passe de mágica em um trono de cristal com o mundo abaixou de seus pés.

De Leonides (tico) retirado do blog: http://demoniosdacultura.blogspot.com/

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Areia Branca / Gaiá piá!

Não consigo mais viver longe do rio
não consigo mais viver sem a presença constante do sol
caminhando com os pés descalços na areia branca
caminhando com os pés livre como uma criança
revelando segredos que habitam em nosso proprio ser
fui perceber que estamos aqui apenas para nos ajudar
aprendendo a amar o verdadeiro amor

as águas caem de graça vinda das cachoeiras
o vento me soprou a manga que caiu da mangueira
todo dia é dia de cultivar a terra fruto das gerações
todo dia é dia de fazer orações peço a paz pelo mundo
está se passando o tempo de ajudar os seus irmãos
não viver para si só
ja é dado o momento de expressar sentimentos
que saem do fundo do coração

mas como é simples esse viver
aprendendo a amar
o verdadeiro amor

domingo, 12 de fevereiro de 2012