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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

MST!


Cerca de 2.500 crianças, adolescentes e jovens integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST participaram nesta semana, em Curitiba, do 9º Encontro dos Sem Terrinha e 1º Festival de Artes das Escolas de Assentamento do Paraná, que têm como tema “Por Escola no Campo e Alimentos Sem Agrotóxicos”. Além de apresentações artísticas, oficinas, passeios e palestras, no dia 1º de novembro houve a entrega da pauta de reivindicações o governo no estado. Dentro das reivindicações estava a melhoria da merenda, o apoio a educação e a cultura e claro a reforma agrária. Essa foto retrata a sede de educação, cultura, dignidade, daqueles que tanto lutam por uma terra, está na hora de nos mobilizarmos e agregar forças pra que eles possam ter uma vida mais digna e justa!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

terça-feira, 6 de setembro de 2011

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

UM FLAGRA NA FRAGRANCIA DO AMOR! POR: CACO ARTES


cheiro de Amor
linda flor se brotou
e em lugares distantes
suave odor exalou
me senti inebriado
e como que hipnotizado
aproximei-me apaixonado
tuas lindas e doces formas
ainda mais me prenderam
ao encanto da visão extasiada
e nada dali me afastava
até que me vi enroscado
em suas tramas espinhentas
me sangraram me prenderam
escravizado e sem consolo espero
que ao murchar linda flor
e do cheiro nada mais restar
encontre forças neste desemaranhar
da paixão que se foi na fragrância no ar
e que livre continue a procura
de nova flor com cheiro suave de amor
e que venham os espinhos
que nos ferem sejam quais forem os ninhos
que construirmos pela vida a fora.

CACO 01/12/2009

OS DRAGÕES NÃO CONHECEM O PARAÍSO - CAIO FERNANDO ABREU



Tenho um dragão que mora comigo.

Não, isso não é verdade.

Não tenho nenhum dragão. E, ainda que tivesse, ele não moraria comigo nem com ninguém. Para os dragões, nada mais inconcebível que dividir seu espaço - seja com outro dragão, seja com uma pessoa banal feito eu. Ou invulgar, como imagino que os outros devam ser. Eles são solitários, os dragões. Quase tão solitários quanto eu me encontrei, sozinho neste apartamento, depois de sua partida. Digo quase porque, durante aquele tempo em que ele esteve comigo, alimentei a ilusão de que meu isolamento para sempre tinha acabado. E digo ilusão porque, outro dia, numa dessas manhãs áridas da ausência dele, felizmente cada vez menos freqüentes (a aridez, não a ausência), pensei assim: Os homens precisam da ilusão do amor da mesma forma que precisam da ilusão de Deus. Da ilusão do amor para não afundarem no poço horrível da solidão absoluta; da ilusão de Deus, para não se perderem no caos da desordem sem nexo.

Isso me pareceu gradiloqüente e sábio como uma idéia que não fosse minha, tão estúpidos costumam ser meus pensamentos. E tomei nota rapidamente no guardanapo do bar onde estava. Escrevi também mais alguma coisa que ficou manchada pelo café. Até hoje não consigo decifrá-la. Ou tenho medo da minha - felizmente indecifrável - lucidez daquele dia.

Estou me confundindo, estou me dispersando.

O guardanapo, a frase, a mancha, o medo - isso deve vir mais tarde. Todas essas coisas de que falo agora - as particularidades dos dragões, a banalidade das pessoas como eu -, só descobri depois. Aos poucos, na ausência dele, enquanto tentava compreendê-lo. Cada vez menos para que minha compreensão fosse sedutora, e cada vez mais para que essa compreensão ajudasse a mim mesmo a. Não sei dizer. Quando penso desse jeito, enumero proposições como: a ser uma pessoa menos banal, a ser mais forte, mais seguro, mais sereno, mais feliz, a navegar com um mínimo de dor. Essas coisas todas que decidimos fazer ou nos tornar quando algo que supúnhamos grande acaba, e não há nada a ser feito a não ser continuar vivendo.

Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante.
Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se não fosse nada.

Ninguém perguntará coisa alguma, penso. Depois continuo a contar para mim mesmo, como se fosse ao mesmo tempo o velho que conta e a criança que escuta, sentado no colo de mim. Foi essa a imagem que me veio hoje pela manhã quando, ao abrir a janela, decidi que não suportaria passar mais um dia sem contar esta história de dragões. Consegui evitá-la até o meio da tarde. Dói, um pouco. Não mais uma ferida recente, apenas um pequeno espinho de rosa, coisa assim, que você tenta arrancar da palma da mão com a ponta de uma agulha. Mas, se você não consegue extirpá-lo, o pequeno espinho pode deixar de ser uma pequena dor para se transformar numa grande chaga.

Assim, agora, estou aqui. Ponta fina de agulha equilibrada entre os dedos da mão direita, pairando sobre a palma aberta da mão esquerda. Algumas anotações em volta, tomadas há muito tempo, o guardanapo de papel do bar, com aquelas palavras sábias que não parecem minhas e aquelas outras, manchadas, que não consigo ou não quero ou finjo não poder decifrar.

Ainda não comecei.

Queria tanto saber dizer Era uma vez. Ainda não consigo.

Mas preciso começar de alguma forma. E esta, enfim, sem começar propriamente, assim confuso, disperso, monocórdio, me parece um jeito tão bom ou mau quanto qualquer outro de começar uma história. Principalmente se for uma história de dragões.

Gosto de dizer tenho um dragão que mora comigo, embora não seja verdade. Como eu dizia, um dragão jamais pertence a, nem mora com alguém. Seja uma pessoa banal igual a mim, seja unicórnio, salamandra, harpia, elfo, hamadríade, sereia ou ogro. Duvido que um dragão conviva melhor com esses seres mitológicos, mais semelhantes à natureza dele, do que com um ser humano. Não que sejam insociáveis. Pelo contrário, às vezes um dragão sabe ser gentil e submisso como uma gueixa. Apenas, eles não dividem seus hábitos.

Ninguém é capaz de compreender um dragão. Eles jamais revelam o que sentem. Quem poderia compreender, por exemplo, que logo ao despertar (e isso pode acontecer em qualquer horário, às três ou às onze da noite, já que o dia e a noite deles acontecem para dentro, mas é mais previsível entre sete e nove da manhã, pois essa é a hora dos dragões) sempre batem a cauda três vezes, como se tivessem furiosos, soltando fogo pelas ventas e carbonizando qualquer coisa próxima num raio de mais de cinco metros? Hoje, pondero: talvez seja essa a sua maneira desajeitada de dizer, como costumo dizer agora, ao despertar - que seja doce.

Mas no tempo em que vivia comigo, eu tentava - digamos - adaptá-lo às circunstâncias. Dizia por favor, tente compreender, querido, os vizinho banais do andar de baixo já reclamaram da sua cauda batendo no chão ontem às quatro da madrugada. O bebê acordou, disseram, não deixou ninguém mais dormir. Além disso, quando você desperta na sala, as plantas ficam todas queimadas pelo seu fogo. E, quanto você desperta no quarto, aquela pilha de livros vira cinzas na minha cabeceira.

Ele não prometia corrigir-se. E eu sei muito bem como tudo isso parece ridículo. Um dragão nunca acha que está errado. Na verdade, jamais está. Tudo que faz, e que pode parecer perigoso, excêntrico ou no mínimo mal-educado para um humano igual a mim, é apenas parte dessa estranha natureza dos dragões. Na manhã, na tarde ou na noite seguintes, quanto ele despertasse outra vez, novamente os vizinhos reclamariam e as prímulas amarelas e as begônias roxas e verdes, e Kafka, Salinger, Pessoa, Clarice e Borges a cada dia ficariam mais esturricados. Até que, naquele apartamento, restássemos eu e ele entre as cinzas. Cinzas são como sedas para um dragão, nunca para um humano, porque a nós lembra destruição e morte, não prazer. Eles trafegam impunes, deliciados, no limiar entre essa zona oculta e a mais mundana. O que não podemos compreender, ou pelo menos aceitar.

Além de tudo: eu não o via. Os dragões são invisíveis, você sabe. Sabe? Eu não sabia. Isso é tão lento, tão delicado de contar - você ainda tem paciência? Certo, muito lógico você querer saber como, afinal, eu tinha tanta certeza da existência dele, se afirmo que não o via. Caso você dissesse isso, ele riria. Se, como os homens e as hienas, os dragões tivessem o dom ambíguo do riso. Você o acharia talvez irônico, mas ele estaria impassível quanto perguntasse assim: mas então você só acredita naquilo que vê? Se você dissesse sim, ele falaria em unicórnios, salamandras, harpias, hamadríades, sereias e ogros. Talvez em fadas também, orixás quem sabe? Ou átomos, buracos negros, anãs brancas, quasars e protozoários. E diria, com aquele ar levemente pedante: "Quem só acredita no visível tem um mundo muito pequeno. Os dragões não cabem nesses pequenos mundos de paredes invioláveis para o que não é visível".

Ele gostava tanto dessas palavras que começam com in - invisível, inviolável, incompreensível -, que querem dizer o contrário do que deveriam. Ele próprio era inteiro o oposto do que deveria ser. A tal ponto que, quando o percebia intratável, para usar uma palavra que ele gostaria, suspeitava-o ao contrário: molhado de carinho. Pensava às vezes em tratá-lo dessa forma, pelo avesso, para que fôssemos mais felizes juntos. Nunca me atrevi. E, agora que se foi, é tarde demais para tentar requintadas harmonias.

Ele cheirava a hortelã e alecrim. Eu acreditava na sua existência por esse cheiro verde de ervas esmagadas dentro das duas palmas das mãos. Havia outros sinais, outros augúrios. Mas quero me deter um pouco nestes, nos cheiros, antes de continuar. Não acredite se alguém, mesmo alguém que não tenha um mundo pequeno, disser que os dragões cheiram a cavalos depois de uma corrida, ou a cachorros das ruas depois da chuva. A quartos fechados, mofo, frutas podres, peixe morto e maresia - nunca foi esse o cheiro dos dragões.

A hortelã e alecrim, eles cheiram. Quando chegava, o apartamento inteiro ficava impregnado desse perfume. Até os vizinhos, aqueles do andar de baixo, perguntavam se eu andava usando incenso ou defumação. Bem, a mulher perguntava. Ela tinha uns olhos azuis inocentes. O marido não dizia nada, sequer me cumprimentava. Acho que pensava que era uma dessas ervas de índio que as pessoas costumam fumar quando moram em apartamentos, ouvindo música muito alto. A mulher dizia que o bebê dormia melhor quando esse cheiro começava a descer pelas escadas, mais forte de tardezinha, e que o bebê sorria, parecendo sonhar. Sem dizer nada, eu sabia que o bebê sonhava com dragões, unicórnios ou salamandras, esse era um jeito do seu mundo ir-se tornando aos poucos mais largo. Mas os bebês costumam esquecer dessas coisas quanto deixam de ser bebês, embora possuam a estranha facilidade de ver dragões - coisa que só os mundos muito largos conseguem.

Eu aprendi o jeito de perceber quando o dragão estava a meu lado. Certa vez, descemos juntos pelo elevador com aquela mulher de olhos-azuis-inocentes e seu bebê, que também tinha olhos-azuis-inocentes. O bebê olhou o tempo todo para onde estava o dragão. Os dragões param sempre do lado esquerdo das pessoas, para conversar direto com o coração. O ar a meu lado ficou leve, de uma coloração vagamente púrpura. Sinal que ele estava feliz. Ele, o dragão, e também o bebê, e eu, e a mulher, e a japonesa que subiu no sexto andar, e um rapaz de barba no terceiro. Sorríamos suaves, meio tolos, descendo juntos pelo elevador numa tarde que lembro de abril - esse é o mês dos dragões - dentro daquele clima de eternidade fluida que apenas os dragões, mas só às vezes, sabem transmitir.

Por situações como essa, eu o amava. E o amo ainda, quem sabe mesmo agora, quem sabe mesmo sem saber direito o significado exato dessa palavra seca - amor. Se não o tempo todo, pelo menos quanto lembro de momentos assim. Infelizmente, raros. A aspereza e avesso parecem ser mais constantes na natureza dos dragões do que a leveza e o direito. Mas queria falar de antes do cheiro. Havia outros sinais, já disse. Vagos, todos eles.

Nos dias que antecediam a sua chegada, eu acordava no meio da noite, o coração disparado. As palmas das mãos suavam frio. Sem saber porque, nas manhãs seguintes, compulsivamente eu começava a comprar flores, limpar a casa, ir ao supermercado e à feira para encher o apartamento de rosas e palmas e morangos daqueles bem gordos e cachos de uvas reluzentes e berinjelas luzidias (os dragões, descobri depois, adoram contemplar berinjelas) que eu mesmo não conseguia comer. Arrumava em pratos, pelos cantos, com flores e velas e fitas, para que os espaços ficassem mais bonito.

Como uma fome, me dava. Mas uma fome de ver, não de comer. Sentava na sala toda arrumada, tapete escovado, cortinas lavadas, cestas de frutas, vasos de flores - acendia um cigarro e ficava mastigando com os olhos a beleza das coisas limpas, ordenadas, sem conseguir comer nada com a boca, faminto de ver. À medida que a casa ficava mais bonita, eu me tornava cada vez mais feio, mais magro, olheiras fundas, faces encovadas. Porque não conseguia dormir nem comer, à espera dele. Agora, agora vou ser feliz, pensava o tempo todo numa certeza histérica. Até que aquele cheiro de alecrim, de hortelã, começasse a ficar mais forte, para então, um dia, escorregar que nem brisa por baixo da porta e se instalar devagarzinho no corredor de entrada, no sofá da sala, no banheiro, na minha cama. Ele tinha chegado.

Esses ritmos, só descobri aos poucos. Mesmo o cheiro de hortelã e alecrim, descobri que era exatamente esse quando encontrei certas ervas numa barraca de feira. Meu coração disparou, imaginei que ele estivesse por perto. Fui seguindo o cheiro, até me curvar sobre o tabuleiro para perceber: eram dois maços verdes, a hortelã de folhinhas miúdas, o alecrim de hastes compridas com folhas que pareciam espinhos, mas não feriam. Pergunte o nome, o homem disse, eu não esqueci. Por pura vertigem, nos dias seguintes repetia quanto sentia saudade: alecrim hortelã alecrim hortelã alecrim hortelã alecrim.

Antes, antes ainda, o pressentimento de sua visita trazia unicamente ansiedade, taquicardias, aflição, unhas roídas. Não era bom. Eu não conseguia trabalhar, ira ao cinema, ler ou afundar em qualquer outra dessas ocupações banais que as pessoas como eu têm quando vivem. Só conseguia pensar em coisas bonitas para a casa, e em ficar bonito eu mesmo para encontrá-lo. A ansiedade era tanta que eu enfeiava, à medida que os dias passavam. E, quando ele enfim chegava, eu nunca tinha estado tão feio. Os dragões não perdoam a feiúra. Menos ainda a daqueles que honram com sua rara visita.

Depois que ele vinha, o bonito da casa contrastando com o feio do meu corpo, tudo aos poucos começava a desabar. Feito dor, não alegria. Agora agora agora vou ser feliz, eu repetia: agora agora agora. E forçava os olhos pelos cantos de prata esverdeadas, luz fugidia, a ponta em seta de sua cauda pela fresta de alguma porta ou fumaça de suas narinas, sempre mau, e a fumaça, negra. Naqueles dias, enlouquecia cada vez mais, querendo agora já urgente ser feliz. Percebendo minha ânsia, ele tornava-se cada vez mais remoto. Ausentava-se, retirava-se, fingia partir. Rarefazia seu cheiro de ervas até que não passasse de uma suspeita verde no ar. Eu respirava mais fundo, perdia o fôlego no esforço de percebê-lo, dias após dia, enquanto flores e frutas apodreciam nos vasos, nos cestos, nos cantos. Aquelas mosquinhas negras miúdas esvoaçavam em volta delas, agourentas.

Tudo apodrecia mais e mais, sem que eu percebesse, doído do impossível que era tê-lo. Atento somente à minha dor, que apodrecia também, cheirava mal. Então algum dos vizinhos batia à porta para saber se eu tinha morrido e sim, eu queria dizer, estou apodrecendo lentamente, cheirando mal como as pessoas banais ou não cheiram quando morrem, à espera de uma felicidade que não chega nunca. Ele não compreenderia. Eu não compreendia, naqueles dias - você compreende?

Os dragões, já disse, não suportam a feiúra. Ele partia quando aquele cheiro de frutas e flores e, pior que tudo, de emoções apodrecidas tornava-se insuportável. Igual e confundido ao cheiro da minha felicidade que, desta e mais uma vez, ele não trouxera. Dormindo ou acordado, eu recebia sua partida como um súbito soco no peito. Então olhava para cima, para os lados, à procura de Deus ou qualquer coisa assim - hamadríades, arcanjos, nuvens radioativas, demônios que fossem. Nunca os via. Nunca via nada além das paredes de repente tão vazias sem ele.

Só quem já teve um dragão em casa pode saber como essa casa parece deserta depois que ele parte. Dunas, geleiras, estepes. Nunca mais reflexos esverdeados pelos cantos, nem perfume de ervas pelo ar, nunca mais fumaças coloridas ou formas como serpentes espreitando pelas frestas de portas entreabertas. Mais triste: nunca mais nenhuma vontade de ser feliz dentro da gente, mesmo que essa felicidade nos deixe com o coração disparado, mãos úmidas, olhos brilhantes e aquela fome incapaz de engolir qualquer coisa. A não ser o belo, que é de ver, não de mastigar, e por isso mesmo também uma forma de desconforto. No turvo seco de uma casa esvaziada da presença de um dragão, mesmo voltando a comer e a dormir normalmente, como fazem as pessoas banais, você não sabe mais se não seria preferível aquele pântano de antes, cheio de possibilidades - que não aconteciam, mas que importa? - a esta secura de agora. Quando tudo, sem ele, é nada.

Hoje, acho que sei. Um dragão vem e parte para que seu mundo cresça? Pergunto - porque não estou certo - coisas talvez um tanto primárias, como: um dragão vem e parte para que você aprenda a dor de não tê-lo, depois de ter alimentado a ilusão de possuí-lo? E para, quem sabe, que os humanos aprendam a forma de retê-lo, se ele um dia voltar?

Não, não é assim. Isso não é verdade.

Os dragões não permanecem. Os dragões são apenas a anunciação de si próprios. Eles se ensaiam eternamente, jamais estréiam. As cortinas não chegam a se abrir para que entrem em cena. Eles se esboçam e se esfumam no ar, não se definem. O aplauso seria insuportável para eles: a confirmação de que sua inadequação é compreendida e aceita e admirada, e portanto - pelo avesso igual ao direito - incompreendida, rejeitada, desprezada. Os dragões não querem ser aceitos. Eles fogem do paraíso, esse paraíso que nós, as pessoas banais, inventamos - como eu inventava uma beleza de artifícios para esperá-lo e prendê-lo para sempre junto a mim. Os dragões não conhecem o paraíso, onde tudo acontece perfeito e nada dói nem cintila ou ofega, numa eterna monotonia de pacífica falsidade. Seu paraíso é o conflito, nunca a harmonia.

Quando volto apensar nele, nestas noites em que dei para me debruçar à janela procurando luzes móveis pelo céu, gosto de imaginá-lo voando com suas grandes asas douradas, solto no espaço, em direção a todos os lugares que é lugar nenhum. Essa é sua natureza mais sutil, avessa às prisões paradisíacas que idiotamente eu preparava com armadilhas de flores e frutas e fitas, quando ele vinha. Paraísos artificiais que apodreciam aos poucos, paraíso de eu mesmo - tão banal e sedento - a tolerar todas as suas extravagâncias, o que devia lhe soar ridículo, patético e mesquinho. Agora apenas deslizo, sem excessivas aflições de ser feliz.

As manhãs são boas para acordar dentro delas, beber café, espiar o tempo. Os objetos são bons de olhar para eles, sem muitos sustos, porque são o que são e também nos olham, com olhos que nada pensam. Desde que o mandei embora, para que eu pudesse enfim aprender a grande desilusão do paraíso, é assim que sinto: quase sem sentir.

Resta esta história que conto, você ainda está me ouvindo? Anotações soltas sobre a mesa, cinzeiros cheios, copos vazios e este guardanapo de papel onde anotei frases aparentemente sábias sobre o amor e Deus, com uma frase que tenho medo de decifrar e talvez, afinal, diga apenas qualquer coisa simples feito: nada disso existe.

Nada, nada disso existe.

Então quase vomito e choro e sangro quando penso assim. Mas respiro fundo, esfrego as palmas das mãos, gero energia em mim. Para manter-me vivo, saio à procura de ilusões como o cheiro das ervas ou reflexos esverdeados de escamas pelo apartamento e, ao encontrá-los, mesmo apenas na mente, tornar-me então outra vez capaz de afirmar, como num vício inofensivo: tenho um dragão que mora comigo. E, desse jeito, começar uma nova história que, desta vez sim, seria totalmente verdadeira, mesmo sendo completamente mentira. Fico cansado do amor que sinto, e num enorme esforço que aos poucos se transforma numa espécie de modesta alegria, tarde da noite, sozinho neste apartamento no meio de uma cidade escassa de dragões, repito e repito este meu confuso aprendizado para a criança-eu-mesmo sentada aflita e com frio nos joelhos do sereno velho-eu-mesmo:

- Dorme, só existe o sonho. Dorme, meu filho. Que seja doce.

Não, isso também não é verdade.

MACONHEIRO SANGUE BOM! PARTICIPE!


SE VOCÊ NÃO MORA NO RIO, VÁ AO HEMOCENTRO DA SUA CIDADE E DOE! O IMPORTANTE É AJUDAR! É DOAR, É AMAR!

Essa nossa grande campanha é nossa forma de divulgar a Portaria 1.353, publicada o Ministério da Saúde no Diário Oficial da União em 14/06/2011.

Agora, para fins de doação de sangue o uso da maconha se equiparou ao de bebidas alcóolicas. Basta ficar 12 horas sem usar para poder doar. Esse foi um importante passo para o fim do preconceito contra os usuários da erva.

Inicialmente a doação seria no INCA (Instituto Nacional do Câncer) para chamar atenção da sociedade para o fato de que um dos principais usos medicinais da maconha é justamente como auxiliar no tratamento de câncer. Inclusive há pesquisas que apontam que a maconha poderia até curar determinados tipos!

Um dos organizadores da campanha, Nubio Revoredo, esteve no INCA e constatou que o hospital não teria condições de receber um grupo grande de doadores de uma vez só. Seria triste haver muitas pessoas dispostas a doar sangue e não podendo doar por o hemocentro do INCA estar lotado. Sendo que a menos de 500 metros de distância está o maior hemocentro do país: o HEMORIO.

Após confirmar o agendamento da doação em grupo, o HEMORIO entrou em contato o membro do MLM informando que a doação não aconteceria.

Alegaram que não poderíamos doar em grupo para não associar a imagem da doação de sangue à maconha! Ao serem informados de que o Ministério da Saúde regulamentação a doação por usuários, responderam que o HEMORIO usa critérios próprios e que não aceitaria a doação se os usuários não estivessem há pelo menos UM MÊS sem consumir a erva!

O MLM decidiu que vamos sim ao HEMORIO este sábado! E vamos fazer uma campanha maior ainda! Vamos levar cartazes, faixas e bandeiras e fazer dessa campanha um ato na frente do HEMORIO para fazer valer o nosso direito de ajudar a salvar vidas.

Um ato sem barulho (afinal o HEMORIO fica ao lado do Hospital Souza Aguiar), mas com muita energia e criatividade, nossas marcas registradas! Quem levar o cartaz mais criativo vai ganhar um examplar do livro "Cannabis Medicinal - Introdução ao Cultivo Indoor", de Sergio Vidal.

E vamos todos preparados para doar sangue. Seria absurdo por puro preconceito um hemocentro rejeitar o sangue de tantas pessoas dispostas a doar e que podem doar.

Sábado vamos fazer um protesto diferente! Vamos mostrar que enquanto os tiros da PROIBIÇÃO tiram sangue de inocentes para MATAR, os ativistas da LEGALIZAÇÃO vão dar o próprio sangue para ajudar a SALVAR vidas!

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Informações básicas para doação de sangue:
(retiradas de http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=119)

O doador deve...
- trazer documento oficial de identidade com foto (identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira do conselho profissional ou carteira nacional de habilitação);
- estar bem de saúde;
- ter entre 16 (dos 16 até 18 anos incompletos, apenas com consentimento formal dos responsáveis) e 67 anos, 11 meses e 29 dias;
- pesar mais de 50 Kg;
- não estar em jejum; evitar apenas alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação.

Impedimentos temporários
- Febre
- Gripe ou resfriado
- Gravidez
- Pós-parto: parto normal, 90 dias; cesariana, 180 dias
- Uso de alguns medicamentos
- Pessoas que adotaram comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis

Intervalos para doação
- Homens: 60 dias (até 4 doações por ano)
- Mulheres: 90 dias (até 3 doações por ano)

Cuidados pós-doação
- Evitar esforços físicos exagerados por pelo menos 12 horas
- Aumentar a ingestão de líquidos
- Não fumar por cerca de 2 horas
- Evitar bebidas alcóolicas por 12 horas
- Manter o curativo no local da punção por pelo menos de quatro horas
- Não dirigir veículos de grande porte, trabalhar em andaimes, praticar paraquedismo ou mergulho

Em caso de dúvidas, entrar em contato com o Serviço de Hemoterapia do INCA pelo telefone
(21) 3207-1580 / 3207-1021 e 3207-1058.

Dúvidas frequentes:
http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=2013

Eu quero quero um canto de paz
O canto da chuva, o canto do vento
A paz do índio, a paz do céu
A paz do arco-íris, a cara do sol
O sorriso da lua junto à natureza em comunhão,
Eu tô voando feito um passarinho, ziguezagueando feito borboleta,
Tô me sentindo como um canarinho eu tô pensando em minha violeta, êta êta êta!
O som da cachoeira me levando
As águas desse rio me acalmando!

QUEREM DESTRUIR ATÉ A NOSSA ARTE?!

A criminalização do artista - Como se fabricam marginais em nosso país from Rafael Lage on Vimeo.

ATÉ QUANDO VAMOS ENGOLIR ISSO?

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

ukiemana - flechada verde

EXPANDIR....

CHORAR, SENTIR, QUERER, DESEJOS
ONDE ESTÁ O VERDADEIRO AMOR, PRA ONDE ELE FOI?
PORQUE ELE ME DEIXOU? ONDE ELE SE ESCONDEU?
EXISTIRA ALGUM DIA ? FOI VERDADEIRO? FOI REAL?
ESTÁ A VIDA ASSIM NUMA CONSPIRAÇÃO?
ESTÁ ELA ME ENSINANDO? ESTARÁ ELA ME LIVRANDO?
PORQUE DOI?
SENTIR UM VAZIO IMENSO, APESAR DE ESTAR RODEADO DE PESSOAS?
ENCARAR A REALIDADE E VER QUE ESSE AMOR FOI UM ENGANO,
QUE ERREI MAIS UMA VEZ, QUE AGORA IREI SOFRER NOVAMENTE
E QUE SEMPRE ME ENGANO.
MAS SABER O QUANTO SORRI, O QUANTO SONHEI, O QUANDO TE AMEI,
ME FAZ REFAZER A VIDA E PENSAR QUE QUERO TUDO NOVAMENTE.
VOU EXPANDIR SENTIMENTOS, VIVER INTENSAMENTE, CORRER CONTRA O VENTO E GRITAR QUE TUDO VAI SER LINDO ENQUANTO DURAR!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

REMAR/ RE-AMAR/ AMAR - CAIO FERNANDO ABREU



Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar.
Amar.


Em suas curvas doces e suaves
Me inspirei nesta canção
Na penumbra da noite o coração
Bate o vento em véus esvoaçantes
Deixando escapar siluetas sensuais
Contornos sutis como leve sono
Que dormes qual anjo desguarnecido
E compadeço-me ruborizado num medo
Do possível flagrante e quieto suspiro
Num quase susto ponho-me a tocar
Inspirada e doce flauta viajo em sons
Teus contornos incendeiam-me
Abre os olhos, me vês, confia e dorme
Fecho os olhos, te vejo e toco
Teu corpo delicado sinto o estase
De um esperar - o certo momento
A musica vem da alma um mantra
De amor em que o sexo é complemento
Um beijo ardente e mãos que o corpo sente
O momento de amor apaixonado
Em que me entrego por inteiro sou seu
E me abraças e em rouca voz canta baixinho
Diz que me quer, que me amas, És minha.


Caco--08/12/2010

domingo, 7 de agosto de 2011

UKIEMANA - MORENA

E morena como é bom olhar você assim tão bela, linda flor de jardim na primavera.
É como o sol que vai nascer morena.
E morena como é bom olhar você assim tão bela, linda flor de jardim na primavera.
É como o sol que vai nascer morena.
Se um portal do céu se abriu, você caiu do nosso plano, você é um lindo anjo, seu astral nos faz tão bem, morena.
Bem te vi o seu sorriso para mim, doce como a vida é ser feliz, morena!!!

sábado, 6 de agosto de 2011

HÁ MOMENTOS - CLARICE LINSPECTOR


Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.

TEMPOS MODERNOS - CHARLIE CHAPLIN

CARTA PRA ALÉM DO MURO - CAIO FERNANDO ABREU


Olha, estou escrevendo só pra dizer que se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa. Talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o começo, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade, mas principalmente porque todos me dizem que sou demais precipitado, que coloco em palavras todo o meu processo mental (processo mental: é exatamente assim que eles dizem, e eu acho engraçado) e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir. Eu não achei que ia conseguir dizer, quero dizer, dizer tudo aquilo que escondo desde a primeira vez que vi você, não me lembro quando, não me lembro onde. Hoje havia calma, entende? Eu acho que as coisas que ficam fora da gente, essas coisas como o tempo e o lugar, essas coisas influem muito no que a gente vai dizer, entende? Pois por fora, hoje, havia chuva e um pouco de frio: essa chuva e esse frio parecem que empurram a gente mais pra dentro da gente mesmo, então as pessoas ficam mais lentas, mais verdadeiras, mais bonitas. Hoje eu estava assim: mais lento, mais verdadeiro, mais bonito até. Hoje eu diria qualquer coisa se você telefonasse. Por dentro também eu estava preparado para dizer, um pouco porque eu não agüento mais ficar esperando toda hora você telefonar ou aparecer, e quando você telefona ou aparece com aquelas maçãs eu preciso me cuidar para não assustar você e quando você me pergunta como estou, mordo devagar uma das maçãs que você me traz e cuido meus olhos para não me traírem e não te assustarem e não ficarem querendo entrar demais no de dentro dos teus olhos, então eu cuido devagar tudo o que digo e todo movimento, porque eu quero que você venha outras vezes e eles dizem que se eu mostrar como realmente sou você vai ficar apavorado e nunca mais vai aparecer nem telefonar – eu não agüento mais não me mostrar como sou. Hoje de manhã eu acordei bem cedo, e depois de conversar com eles consegui permissão para caminhar sozinho no jardim, eu disfarcei muito conversando com eles porque queria muito caminhar sozinho no jardim. Àquela hora ainda não estava chovendo, ou estava, não me lembro, ou havia chovido ontem à noite, não, acho que não estava chovendo não, porque eu lembro que as folhas estavam limpas e molhadas e a aterra tinha um cheiro de terra molhada: comecei a lembrar, lembrar, lembrar e o meu pensamento parecia um parafuso sem fim, afundando na memória, eu não suportava mais lembrar de tudo o que se perdeu, tudo o que perdi, não fui e não fiz, mas não conseguia parar. Então comecei a gritar no meio do jardim molhado com as duas mãos segurando a minha cabeça para que não estourasse. Aí eles vieram e disseram que não tinha jeito e que estavam arrependidos por terem me deixado sair sozinho e que aquela era a última vez e que eu disfarçava muito bem mas não conseguiria mais enganá-los. Eu disse que não tinha culpa do meu pensamento disparar daquele jeito, mas acho que eles não acreditaram, eles não acreditaram que eu não consigo controlar pensamento. Então me deram uma daquelas injeções e eu afundei num sono pesado e sem saída como este espaço dentro desses quatro muros brancos. Foi depois que acordei, não sei se hoje ou amanhã ou ontem, eu te escrevo dizendo hoje só para tornar as coisas mais fáceis, foi depois de acordar que perguntei se você não tinha vindo nem telefonado, e eles disseram que você não viera nem telefonara. É provável que estivessem mentindo, eles dizem que eu preciso aceitar mais a realidade das coisas, a dureza das coisas, e às vezes penso que tornam de propósito as coisas mais duras do que realmente são, só pra ver se eu reajo, se eu enfrento. Mas não reajo nem enfrento. A cada dia viver me esmaga com mais força. Não sei se eles escondem de mim a sua visita, se não me chamam quando você telefona, se dizem que já fui embora, que já estou curado, não sei se você não vem mesmo e não telefona mais, não sei nada de ninguém que viva atrás daqueles muros brancos, você era a única pessoa lá de fora que entrava aqui de vez em quando. É verdade que eles todos moram lá fora, mas é diferente, eles vivem tanto aqui dentro que não consigo acreditar que sejam iguais os lá de fora, como você. Você, sim, era completamente lá de fora. Digo era porque faz muito tempo que você não vem porque guardei no meio das minhas roupas um pedaço daquela maçã que você trouxe da última vez, e aquele pedaço escureceu, ficou com cheiro ruim, encheu de bichos, até que eles me obrigaram a jogar fora. Acho que os pedaços de maçã só se enchem de bichos depois de muito tempo, não sei. Parei um pouco de escrever, roí as unhas, preciso roer as unhas porque eles não me deixam fumar, reli o começo da carta, mas não consegui entender direito o que eu pretendia dizer, sei que pretendia dizer uma coisa muito especial a você, alguma coisa que faria você largar tudo e vir correndo me ver ou telefonar e, se fosse preciso, trazer a polícia aqui para obrigá-los a deixarem você me ver. Eu sei que você quer me ver. Eu sei que você fica os dias inteiros caminhando atrás daqueles muros brancos esperando eu aparecer. Eles não deixam, acho que você sabe que eles não deixam. Não vão deixar nem esta carta chegar às suas mãos, ou vão escrever outra dizendo que eu não gosto de você, que eu não preciso de você. Mas é mentira, você tem que saber que é mentira, acho que era isso que eu queria dizer preciso escrever depressa antes que eu me esqueça do que eu queria dizer era isso eu preciso muito muito de você eu quero muito muito você aqui de vez em quando nem que seja muito de vez em quando você nem precisa trazer maçãs nem perguntar se estou melhor você não precisa trazer nada só você mesmo você nem precisa dizer alguma coisa no telefone basta ligar e eu fico ouvindo o seu silêncio do outro lado da linha ou do outro lado da porta ou do outro lado do muro ou do outro lado ...................................................................................................................................................... Parei um pouco de escrever para olhar pela janela e principalmente para ver se eu conseguia deter o parafuso entrando no pensamento. Acho que consegui. Porque quando começo assim não consigo mais parar, e não quero que eles me dêem aquela injeção, não quero ouvir eles dizendo que não tem remédio, que eu não tenho cura, que você não existe. Eu acho graça e penso em como você também acharia graça se soubesse como eles repetem que você não existe. Depois eu paro de achar graça e fico olhando a porta por onde não entra o telefone por onde você não fala e me lembro do pedaço apodrecido daquela maçã e então penso que talvez eles tenham razão, que talvez você não exista mesmo. Mas não é possível, eu sei que não é possível: se estou escrevendo para você é porque você existe. Tenho certeza que você existe porque escrevo para você, mesmo que o telefone não toque nunca mais, mesmo que a porta não abra, mesmo que nunca mais você me traga maçãs e sem as suas maçãs eu me perca no tempo, mesmo que eu me perca. Vou terminar por aqui, só queria pedir uma coisa, acho que não é difícil, é só isso, uma coisa bem simples: quando você voltar outra vez veja se você me traz uma maçã bem verde, a mais verde que você encontrar, uma maçã que leve tanto tempo para apodrecer que quando você voltar outra vez ela ainda nem tenha amadurecido direito.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011



Eis que em meio a toda turbulência capitalista, onde a arte deixou de ser uma forma de expressão e amor para ser uma forma rápida e aparentemente "fácil" de ganhar dinheiro e aparecer na mídia
aparecem de tempos em tempos, pessoas com amor à arte
em todas as
suas expressões, e dai criam músicas, formas, cores, e vendo isso a esperança de um mundo melhor volta para os nossos corações. Essas bandas são exemplos de amor, de boa música, de bons fluidos, de boas pessoas! Duas bandas deliciosas, rodeadas pelos grandes ritmos regionais brasileiros, a Zarapatéu tenta proporciona ao seu publico uma mistura brasileira e a Uzoto criticando a selvageria do mundo capitalista! Salve a boa música!
Ser palhaço é mostrar a vida saídas divertidas!
Ser palhaço é ver o mundo com amor!
Ser palhaço é expressar em cada sorriso a inocência de uma criança!
Ser palhaço é ser feliz com o pouco!
Ser palhaço é achar o seu ridiculo interior e convida-lo a brincar do lado de fora!
Ser palhaço é ser bobo por escolha própria!
E pra você o que é ser palhaço!

The Risologistas!

The Risologistas!

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain ♥

Sonhe com o que você quiser, vá para onde você queira ir,
seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos. Tenha felicidade bastante para fazê-la doce, dificuldades para fazê-la forte, tristeza para fazê-la humana e esperança suficiente para fazê-la feliz!

Clarice Linspector!

Aldeia da Paz 2009

Festival Reggae a Paz em Curitiba!


Festival Reggae a Paz:

Com as bandas ukiemana, chama crescente, juruá

DATAS A SEREM CONFIRMADAS! FIQUEM LIGADOS!


quinta-feira, 14 de julho de 2011

sexta-feira, 8 de julho de 2011



SALADA DE SONS / BOA MÚSICA E CERVEJA BARATA!

DIA 09/07 (SÁBADO)

CLASSICOS DA BOSSA NOVA, JAZZ, MPB E ROCK NACIONAL MISTURADOS EM UMA PANELA DE QUALIDADE! COM VARIOS MÚSICOS NO PALCO, O BAR SKULL BLUE INOVA SEU REPERTÓRIO.
MÚSICOS: MARCOS DAMASCENO (VIOLÃO), FER LARA(VOZ), ELIZEU(PERCUSSÃO), ULISSES PESSOA (GAITA DE BOCA) E CONVIDADOS SURPRESAS!

SKULL BLUE : RUA OSWALDO CRUZ 2479 (AO LADO DA AGENCIA DO TRABALHADOR)
ENTRADA R$5,00 - HEINEKEN & STELLA (LONG NECK) R$4,00 NO REPERTÓRIO: LENINNE, ZECA BALEIRO, DJAVAN, ELIS REGINA, TOM JOBIM, ROBERTA SÁ, MARISA MONTE, MARTINÁLIA, CHICO BUARQUE, GILBERTO GIL, SANDRA DE SÁ! E MUITO MAIS...!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Estava um tempo parada, sem informações culturais e politicas, porém daqui pra frente estaremos mais presentes, dentro do que vem acontecendo não só aqui na cidade mais em todo o estado. Faremos reportagens, divulgações sobre politica e cultura. Aproveitando o espaço que esta sendo aberto para nós na cidade e os contatos que vem do paraná todo. Espero que se agradem da nossa forma de fazer jornalismo informal para todos os públicos! Gratos, a redação!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Canto de moça

menina vai trabaiá, mamae qué ajudá
com ajuda de yayá, menina vai
trabaia, trabaia, trabaia!
menina vem ja pra cá
senão o bonde vai passá
e o amor nao espera moça que só tarabaia,
faz a renda, borda o pano
pra vender na feira
pra ganhá dinheiro
pra sair dançando no terreiro!

sábado, 30 de abril de 2011

Feito borboleta

Eu quero, quero
Um canto de paz
O canto da chuva
O canto do vento
A paz do índio

A paz do céu
A paz do arco-íris
A cara do Sol
O sorriso da Lua
Junto à natureza em comunhão

Eu tô voando feito um passarinho
Ziguezagueando feito borboleta
Tô me sentindo como um canarinho
Eu tô pensando em minha violeta

Êta, êta, êta, êta, êta
Êta, êta, êta, êta, êta

O som da cachoeira me levando
As águas desse rio me acalmando
O som da cachoeira me levando
As águas desse rio me acalmando

Vilarejo - Marisa Monte

terça-feira, 26 de abril de 2011

segunda-feira, 25 de abril de 2011

CAMPEONATO DE SKATE E BATALHA DE BBOY

Parabens aos organizadores do evento, e ai estão algumas fotos!


























































































































































































































































































































































































































































































































































































































ABUSO, ABSURDO OU O QUÊ?



Caros amigos, andar de ônibus em cascavel será meio dificil para o trabalhador/estudante a partir do dia 29/04/11, afinal a passagem passará de R$2,20 à R$2,40 o que realmente é um abuso, afinal R$2,20 já é absurdo, agora aumentar R$0,20 parece que não é muito, mas e para pessoas que usam muitas conduções por dia? Será que nossas queridas autoridades não pensam no bolso do trabalhador? Obvio que não! Que bobagem! Ou melhor eles pensam sim, mas não é em ajudar o trabalhador e sim boicota-lo, tirar seu pouco dinheiro que ganha com o suor nem um pouco fácil, que consegue trabalhando horas a fiu. A humilde sugestão que tenho é MANIFESTEM-SE, façam acontecer, não deixem isso barato, juntem forças, e concerteza estaremos aqui para apoia-los! Contem com todo nosso apoio!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

ATRAÇÃO PELA PROFUNDIDADE

A uma jovem de Stuttgart, que sabia fazer belos desenhos, um crítico, que não nutria más intenções e que desejava apenas ajudá-la, disse-lhe quando de sua primeira exposição: "Seu trabalho possui talento e expressividade, mas apresenta pouca profundidade." A jovem não compreendeu as palavras do crítico e logo esqueceu sua observação. Entretanto, dois dias depois, saiu no jornal um artigo do mesmo crítico onde se lia: "A jovem artista possui grande talento, e seus trabalhos, à primeira vista, causam uma agradável impressão; infelizmente, apresentam pouca profundidade." A jovem começou então a refletir. Olhou para seus desenhos e remexeu em suas velhas pastas. Examinou todos os seus desenhos, terminados ou por terminar. Fechou os seus frascos de tinta, lavou os pincéis e saiu a passear. Na mesma noite, foi convidada para uma festa. As pessoas pareciam ter aprendido de cor a crítica e alardeavam o talento que seus desenhos refletiam e a agradável impressão que causavam à primeira vista. Todavia, de ouvidos bem abertos, das conversas e dos que estavam de costas a jovem podia ouvir: "Ela não tem profundidade. É isso. Ela não é má, embora apresente pouca profundidade." Durante toda a semana, a jovem não desenhou nada. Permanecia sentada e silenciosa em seu apartamento, sem falar com ninguém, e seu único pensamento dominava e devorava todos os outros, como um polvo: "Por que não tenho profundidade?" Nas duas semanas seguintes, a jovem tentou desenhar novamente. Entretanto, não foi além de uns esboços desajeitados. Às vezes não conseguia sequer traçar uma linha. Certa vez suas mãos tremiam tanto que não conseguiu enfiar o pincel no vidro de nanquim. Começou então a chorar, gritando: "E verdade, eu não tenho profundidade." Na terceira semana dedicou-se a analisar os livros de arte, a estudar as obras de outros desenhistas, a freqüentar galerias e museus. Lia tratados de arte. Entrou numa livraria e pediu o livro mais profundo que houvesse na loja. Deram-lhe a obra de um certo Wittgenstein, mas não serviu para nada. Quando de uma exposição no museu da cidade — "500 anos de desenho europeu" —, a jovem inscreveu-se num seminário ministrado pelo seu mentor artístico. Enquanto contemplavam uma lâmina de Leonardo da Vinci, avançou e perguntou: "Desculpe, mas o senhor pode me dizer se este desenho tem profundidade?" O professor de arte, com um grande sorriso, respondeu: "Senhorita, se sua intenção é zombar de mim, deveria ter nascido antes!" Toda a classe caiu na gargalhada. Ela, todavia, foi para casa e chorou amargamente. A jovem começava a tornar-se cada vez mais ausente. Embora jamais deixasse o ateliê, não podia trabalhar. Tomava comprimidos para ficar acordada, sem saber por que devia ficar acordada. E, quando se cansava, dormia ali mesmo, na cadeira, pois temia ir para a cama com medo da profundidade do sono. Começou a beber, e deixava a luz acesa durante a noite. Quando lhe telefonou um marchand de Berlim, pedindo-lhe alguns desenhos, ela gritou: "Deixe-me em paz! Eu não tenho profundidade." Às vezes modelava plastilina, mas não fazia figuras concretas. Afundava os dedos na massa ou, no máximo, fazia algumas bolinhas. Além disso, começou a descuidar-se do asseio pessoal e da limpeza da casa. Seus amigos andavam preocupados. Diziam: "Isso é grave, é uma crise. Pode ser de ordem pessoal, artística ou financeira. No primeiro caso, nada podemos fazer; no segundo, deverá superá-la sozinha; no terceiro, poderíamos organizar uma coleta, mas seria penoso para ela." Assim, limitaram-se a convidá-la para comer e para festas. Ela sempre recusava, dizendo que devia trabalhar. Todavia, não trabalhava nunca; ficava no quarto, com olhar ausente, amassando plastilina. Um dia, aborrecida consigo mesma, aceitou um convite. Um rapaz, que a considerava atraente, quis levá-la para casa e dormir com ela. Ela disse que não havia qualquer inconveniente, pois gostava do rapaz; contudo, desejava preveni-lo de que ela não tinha profundidade. Com isso, o rapaz desistiu. A jovem, que antes fazia tão belos desenhos, piorava a olhos vistos. Não saía mais, não recebia ninguém; e por falta de movimento engordou, e por causa da bebida e dos comprimidos envelheceu rapidamente. Seu apartamento aninhava sujeira e seu corpo cheirava mal. Tinha herdado 30.000 marcos. Com isso, viveu três anos. Durante esse período fez uma viagem a Nápoles, não sabemos por que motivo. Se alguém lhe perguntava alguma coisa, limitava-se a um balbucio incompreensível como resposta. Quando o dinheiro acabou, ela rasgou todos os seus desenhos, subiu à torre da televisão e saltou de uma altura de 139 metros. Naquele dia soprava um vento forte, razão pela qual seu corpo não se desfez no asfalto, ao pé da torre, mas foi levado por sobre um campo de trigo até o bosque e caiu entre os abetos. De todo o modo, ela morreu logo. A imprensa sensacionalista acolheu o caso, agradecida. O suicídio em si mesmo, a interessante trajetória, o fato de a jovem ser considerada uma artista promissora, e de mais a mais, bonita, eram ingredientes de grande valor jornalístico. O estado catastrófico de seu apartamento foi alvo de muitas fotos: milhares de garrafas vazias, sinais de destruição por toda a parte, lâminas rasgadas, pedaços de plastilina grudados nas paredes e até excrementos pelos cantos. As redações arriscaram, inclusive, um segundo editorial e uma reportagem na terceira página. No suplemento de cultura, o crítico mencionado no início escreveu um artigo onde revelava toda a sua perplexidade pela jovem que acabara tão terrivelmente com a própria vida. "Para nós que ficamos", escreveu, "é uma profunda aflição ver uma jovem com talento não encontrar a força necessária para se firmar no cenário cultural. Porque, para tanto, é preciso algo mais do que o mero patrocínio do Estado e de particulares; o importante, no âmbito pessoal, é a dedicação absoluta e, no mundo artístico, uma atitude estimulante e receptiva. Dir-se-ia, contudo, que nessa personalidade despontava desde o início o germe desse fim trágico. Já não observamos em seus primeiros trabalhos, apesar da aparente ingenuidade, essa terrível ruptura que se traduz numa férrea disciplina cromática, com a qual exprime sua mensagem, já não adivinhamos a espiral centrípeta e dilaceradora de uma rebelião da criatura contra o seu próprio eu, visceral e abertamente destruidora? Não percebemos essa fatídica, e até diria inexorável atração pela profundidade?" Patrick Süskind

BEFORE SUNRISE

segunda-feira, 11 de abril de 2011


SHOPPING JL APRESENTA :


Circuito Off de Jazz e Música Instrumental Brasileira Junto ao lançamento do núcleo de MPB do festival de música de Cascavel 2011 e da semana , e do espetáculo que estará reunindo mais de 15 músicos paranaenses numa grande homenagem a Chico Buarque de Hollanda em Cascavel que se realizará entre os dias 11 e 14/05 em Maio , acontece também paralelamente o Circuito Off dentro do espaço (praça de alimentação) do JL Shopping . O projeto acontece todos os anos também em Curitiba , cidade qual é a oficial deste evento , e tem sua curadoria feita pelos músicos Glauco Solter e Sérgio Albach. Em Cascavel o projeto foi idealizado e é dirigido pelo produtor e músico Marquinho Damasceno .

Num período e comemorando já 5 anos de atividades , oficinas , concertos e shows , o circuito já recebeu grandes nomes da música instrumental brasileira , dentre eles estão , Arismar e Thiago do Espírito Santo , Daniel Sá , Alessandro Kramer , Guinha Ramirez , Doutor Cipó , Mário Conde , Endrigo Bettega , Diego Guerro , Sérgio Coelho , Na Tocaia , Sotak , Paulo Branco , Gabriel Grossi , entre outros.


Serão 3 intervenções ( pocket-shows ) com a duração de 40 minutos dias 11 , 12 e 13/05. Sempre a partir das 12h15 . Segue a programação abaixo .


PROGRAMAÇÃO :


11/05 (quarta-feira) Paulo Siqueira (sax e flauta) Guizo (violão) e Pedrinho (pandeiro)

12/05 (quinta-feira) Murilo Samuel (violão) e Guizo Júnior (guitarra)

13/05 (sexta-feira) TUTANO TRIO com Paulo Siqueira - Marcelo Teixeira (guitarra) e Guizo (violão)


domingo, 10 de abril de 2011



" IN NATURA " - BLUES / FUNK - JAZZ E CIA - LUDOVIC


Um pouco de música instrumental , brasileira a la vonte !


Um pouco de instrumental na sua semana .


Com os músicos :Rafael Unser (bateria) Guizo Júnior (violão 6) Kris Venzke (baixo)


E mais 4 canjas de músicos e amigos de som - Ulisses Pessoa diretode Natal (RN) gaitista (harmonica)Alysson Borges (guitarra) Fer Lara (voz) e Fernanda Melo (voz)


LA BODEGUITA CAFÉ em Cascavel (PR) - QUINTA-FEIRA 14/04 as 21h


Discotecagem - Ludovic Bier -

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Vivência na Praça!


Faremos uma "Roda do Bem" para compartilhar experiências, cantar cantigas de Força, alongar o corpo...A idéia é que esses encontros sejam feitos várias vezes durante o ano, em lugares diferentes, como se fosse uma prévia do Encontro da Cultura Ecológica.Dessa maneira o Encontro seria divulgado em diversos lugares aumentando a diversidade do público.O que levar?Instrumentos musicais, malabares.Lanches, sucos.Artesanatos, artes em geral... e muitas idéias!Tapetes ou cangas para sentar.Estejam à vontade!
Localização: Fonte dos Mosaícos
Natal esquina com a Pio XII.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Mega circuito off de música


"PASÁRGADA JAZZ PROJECT PUB/BAR" + CIRCUITO OFF CURITIBA

Mais informações no site : www.oficinademusica.org.br

PROGRAMAÇÃO :

21/01 (sexta-feira)
Leandro Fortes (guitarra ) Rafael Calegari (baixo) e Marcos
Damasceno ( voz e flugelhorn ) Horário : 21h

22/01 (sábado)
Marcos Damasceno (violão) convida Sérginho Coelho ( trombone )
Horário : 22h

26/01 (quarta-feira)
JAZZ TRIO - Com Daniel Sfeirt (baixo 6) Marcos Damasceno (trompete) Marcelo Sampaio (guitarra)
e Tales Moreira ( bateria ) Horário : 21h

27/01 (quinta-feira)
Convidado Especial : Glauco Solter (baixo)

28/01 (sexta-feira)
Noite da JAM SESSION - Com Renato Fumê (guitarra) Murilo Samuel (violão) e Convidados Surpresas
Horário : 21h

PASÁRGADA BAR (Rua Visconde do Rio Branco - MERCÊS)

VAI PERDER?!